terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A ERA DO CONHECIMENTO

Algo está desaparecendo e algo diferente está dolorosamente nascendo. É como se algo estivesse se desintegrando, enfraquecendo e se esgotando, enquanto algo diferente, ainda não distinto, estivesse se formando dos escombros... Estamos em uma fase em que uma era se sucede a outra, em que tudo é possível.

Vaclav Havel (1994)


Temos vivido a Era do Conhecimento em razão principalmente da inserção da internet na vida das pessoas. Foi-se o tempo em que escrevíamos cartas manuscritas, em que preenchíamos planilhas de requerimento às empresas e órgãos; hoje é tudo online.

Com o advento da Revolução Industrial passamos a compreender as relações com o trabalho como forma de acúmulo de riqueza, já que vivíamos assolados pelo fantasma da escassez de recursos para a manutenção razoável da nossa existência.

Outrora nos reuníamos em comunidades agrícolas com o objetivo de promover a troca de alimentos e quase nenhuma troca de bens de consumo devido a seu alto valor. Porém, Maslow explica muito bem e os antigos filósofos o fazem de maneira ainda mais brilhante, passamos a não nos contentarmos apenas com a manutenção da nossa existência, queríamos assegurar que nada, nenhum mal súbito, nenhum lobo viria comer nossas galinhas e destruir nossas hortas. Passamos então a fortificar e proteger tudo aquilo que fossem as ferramentas de obtenção desse estilo de vida mais pujante. Surgia então a “propriedade”. Sim, tomamos consciência de que a riqueza era obtida pelo trabalho braçal e com a industrialização em pouco tempo surgiu a necessidade de melhoria dos processos de produção, otimização do tempo, dos recursos e do capital. Criou-se a noção de "propriedade intelectual".

Por propriedade entendemos tudo que possua valor de mercado, ou seja, que possa ser vendido, trocado e/ou adquirido por outrem. A propriedade material - toda propriedade concreta, tangível - mantém sua importância em nossa sociedade e muito dificilmente será suplantada, entretanto a cada dia, a cada minuto percebemos que o maior valor do ser humano, o que lhe gera maior renda é exatamente aquilo que nos diferencia dos outros seres: nossa capacidade de raciocínio e nossa consciência, que nos faz analisar as condições em que vivemos e elaborarmos formas de melhorar nossa qualidade de vida.

Em anos não muito distantes críamos piamente que "o trabalho dignifica o homem". O homem só teria valor para a sociedade na qual se insere se fosse um membro atuante na promoção da melhoria desta sociedade e entenda-se por isso o máximo conselho sobre os bons partidos: aqueles rapagões trabalhadores, que se vergam de sol-a-sol, são filhos dedicados aos pais e irmãos, honram a memória dos antepassados e são defensores da ética, moral e bons costumes - guerreiros do status quo. Isso já não é a regra. Percebemos quão insosso e desinteressante é este estilo de vida se o compararmos com as emoções do dinamismo apregoado por essa nova ordem social.

Que ordem é essa?

  • 1920-1940 - Com a quebra da bolsa de Nova York e as grandes guerras, mergulhamos no mundo fantasmagórico da autodestruição. Como seria possível viver em um mundo tão a beira do caos? Qualquer esforço seria feito para suprir as necessidades instintivas (moradia, alimentação, segurança e proliferação);

  • 1950-1965 - Ainda assustados pelas sombras dos governos ditatórios, repressores, autocráticos e em razão da escassez dos bens primários à manutenção da vida, deu-se um crescimento vertiginoso da população mundial, principalmente nos países industrializados que haviam perdido tantas vidas e tantos membros ativos e criativos. Eram as pessoas responsáveis por pensar em como proteger seus pares, enquanto o mundo ainda via atônito e de forma viva na memória a corrida armamentista entre EUA e a URSS. Os pais dessa nova sociedade, ainda com as feridas do passado sangrando, ensinaram seus filhos que era de suma importância que estes trabalhassem arduamente e procurassem acumular o maior volume de riqueza possível para que, vindo - ou voltando - os tempos negros, eles tivessem condições de manter a si mesmos e suas famílias a salvo desse bicho-papão universal. Nasceu o ideal de "pró-labore".

  • 1965-1980 - Com os ânimos mundiais se acalmando uma juventude fazia-se ouvir reivindicando a liberdade inerente à condição humana, o direito de ir e vir. Chega de materialismo, basta de acúmulo de riqueza a qualquer preço, gritos de "faça amor, não faça guerra" ecoava pelos quatro cantos da Terra. A legitimidade daquela sociedade medrosa era posta em xeque. Movimentos sociais como o Feminismo, o Anarquismo, o Movimento Punk, Woodstock, vinham como resposta ao protecionismo e cerceamento do pensamento humano. Já não era tão urgente protegersse alias, não haveria outro inimigo que não fosse tão destrutivo quanto a eterna sensação da proximidade da extinção. Era preciso quebrar os grilhões que nos prendiam. Sim, ainda havia governos e pessoas presas ao passado de supressão, porém urgia a liberdade e o estado revolucionário era iminente e a maior de todas as liberdades era o livre pensar - falar sem medo de ser repreendido e parar nos corredores de qualquer DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social - instituição que, no Brasil, fiscalizava e reprimia qualquer ato de selvageria e atentado contra as idéias do Estado em vigor). Nas artes víamos as pinturas cubistas de Picasso que distorcia a realidade de forma proposital a nos fazer realmente imaginar as coisas como quer nossas mentes a quisessem retratar; Caetano Veloso e os Tropicalistas entoavam a marcha da caminhada contra o vento, sem lenço, sem documento, com sol de quase Dezembro, aludindo para a liberdade e o calor e luz que surgiam depois de anos de trevas e escuridão. Os alquimistas estavam chegando com seu ser telúrico. Tudo emanava liberdade, o mundo clamava por isso. E foi ouvido.

  • 1980-1995 - Enfim uma nova sociedade surgia e com ela a proximidade de uma nova Era. Nasciam os filhos daqueles que marcharam contra a prisão, daquelas mulheres que pediam direito a voto e queimavam seus sutiãs. Esses filhos seriam educados segundo os padrões de liberdade defendida por seus pais: tinham completa liberdade para pensar e agir, eram pouco restringidos por seus progenitores e poderiam fazer o que bem entendessem de suas vidas. O mais importante era buscar a felicidade a despeito de qualquer outra coisa. E como resposta à sociedade "capitalista" criou-se a máxima popular "dinheiro não traz felicidade", já que todo aquele passado sangrento tinha sua principal engrenagem na obtenção ou usurpação da riqueza entre os povos. O que tocava "a galera" era não querer só comida, é também querer diversão e arte para qualquer parte. Com isso veio a necessidade de difusão de idéias, promoção do debate ideológico. Já não se aceitava subordinar-se a algo ou alguém simplesmente por aquela pessoa ser a personificação de um poder. Era preciso que ela tivesse o sOpro de vida em si e fosse o promoter do bem-estar social em detrimento do acúmulo de riquezas que mais excluía que aproximava as pessoas. Começou-se a discutir se a sociedade era piramidal ou linear: éramos irmãos que lado-a-lado lutavam por um objetivo em comum, de mãos dadas ou nos olhávamos de forma subjugada, uns mandando e milhares de outros obedecendo sem questionamento (ainda influenciados pela sociedade que em resposta às agruras da reclusão, em vez de pensarem progressivamente regrediram para o pensamento puritano de que devemos honrar as tradições familiares e levarmos isto para o dia-a-dia colocando o chefe como o grande pai e os subordinados como seus filhos pelos quais ele sempre estaria a velar e contra o qual nunca se rebelariam.)

  • 1995-2005 - A internet chegava ao Brasil. Todas as fronteiras geográficas começavam a serem transpostas. Oiapoque e Chuí estavam a um clique de distância, os aborígenes e os caiapós estavam juntos no mesmo "sitio", onde também encontrávamos Incas, Maias, Astecas e Vikings. Toda a história estava diante de nós e poderíamos debruçar sobre ela e entender como se deu nossa trajetória, como chegamos ao mundo tal qual o conhecemos hoje. E como produto dessa liberdade de acesso a informação vimos que algumas atitudes de nossos pais-de-escritório não eram compatíveis com o papel de administrador; algumas ações eram extremamente protecionistas, blindando cargos, pessoas e informações, com objetivo outrossim, de salvaguardar suas posições nas organizações.

  • 2004-2010 – O ORKUT, um projeto independente criado em 2004 pelo turco Orkut Büyükkökten (1977) enquanto estudava na Universidade de Stanford com o objetivo de ajudar seus membros a conhecer pessoas e manter relacionamentos, com operação concentrada no Brasil desde 2008, quando sua sede deixou o estado da Califórnia, nos Estados Unidos; FACEBOOK, rede social semelhante ao Orkut, é criada pelo então estudante de Harvard, Mark Zuckerberg (1984), cujo público era exclusivamente os estudantes universitários de Harvard, MIT (Massachusetts Institute of Technology), Universidade de Boston, Boston College e escolas da Ivy League (Universidade Brown – Providence/Rodhe Island, Universidade Columbia – Nova York, Universidade Cornell – Ithaca/Nova York, Dartmouth College – Hanover/New Hampshire, Universidade Harvard – Cambridge/Massachusetts, Universidade da Pensilvânia – Filadélfia/Pensilvânia, Universidade Princeton – Princeton/New Jersey, Universidade Yale – New Haven/Connecticut); o TWITTER, microblog que permite aos usuários enviar e receber atualizações pessoais de outros contatos (em textos de até 140 caracteres, conhecidos como "tweets"), por meio do website do serviço, por SMS e por softwares específicos de gerenciamento, criado em 2006 por Jack Dorsey (1976); MYSPACE , um serviço de rede social que utiliza a Internet para comunicação online através de uma rede interativa de fotos, blogs e perfis de usuário. Foi criada em 2003. É a maior rede social dos Estados Unidos e a 2º maior do mundo com mais de 110 milhões de usuários. Nunca antes, empresas “fictícias” valeram tanto. Com estas ferramentas outras empresas descobriram que havia um filão a ser explorado, já que os usuários dessas plataformas de comunicação eram compostos por pessoas com uma renda considerável e extremamente fortes como formadores de opinião. Seus criadores têm entre 35 e 26 anos, ou seja, são extremamente jovens para comandarem empresas tão valiosas.


Você colocaria sua empresa nas mãos de um “ex-estudante” com 26 anos?


Se a resposta é NÃO, creio que esteja na hora de rever seu conceito. Poderá nos dizer que o jovem não possua Know-How para gerenciar uma empresa. Porém tudo o que se precisa saber sobre administração está à disposição de qualquer pessoa que possua um dispositivo de acesso à internet.

Os processos administrativos, a história da administração, as ferramentas administrativas, tudo isso está disponível de forma gratuita para qualquer pessoa que se dispuser a navegar pela internet. E se é assim, como fazer a diferença em meio a este mar de informações disponíveis a todas as pessoas? Como chamar a atenção para sua marca ou empresa?


Nossa resposta é: divirta-se! Sim, divertir-se é a resposta para o sucesso das empresas.


Estamos vivendo a Geração Y. São indivíduos nascidos em meados dos anos 1980 e que já nasceram sob a perspectiva da facilidade nas comunicações (computadores, rádio, televisão) sendo utilizadas como ferramentas de proximidades entre os pares. Filhos de uma sociedade economicamente próspera, cresceram imersos em estímulos sociais por atividades multitarefa que lhes aumentassem a auto-estima. Acostumados à liberdade, já que seus pais não repetiram com estes o padrão de opressão sofrido por gerações anteriores, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por bons salários desde cedo. São extremamente ligados a tecnologias e valores éticos e não à moralidade, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano.

Não há mais espaço para que as empresas continuem trabalhando sob o sol dos lucros sem que promovam um crescimento daqueles que estão em suas filas, lutando por elas. Essa impossibilidade não é dita por Diretores e Gerentes, é dito por estes que estão na fila e que também estão na sociedade e que em razão do pensamento libertário que carregam, não vêem diferença entre a vida e os valores sociais e a empresa em que trabalham.

As empresas precisam aprender a incorporar estes valores e essa riqueza em seu patrimônio. Porém essa riqueza é viva e sabe que não deve ficar parada. As empresas que apostarem na relação “Ganha-Perde” perderão mais que apenas um colaborador, funcionário, ou qualquer outro título que convencionou-se chamar os que dela fazem parte, perderão também a única riqueza que cresce independente de sua vontade: a riqueza intelectual. É esta riqueza que move essa nova geração. Ela é a razão de nossa existência.

Estamos voltando ao estado contemplativo em que observar-se toma uma parte importante na compreensão de quem somos nós (identidade pessoal), quem sou eu inserido na sociedade (identidade social) e quem sou eu como ser pensante criador da minha própria história (autoconsciência). Já não podemos esperar que as empresas apostem exclusivamente em seus produtos, em seus processos; é preciso investir nas pessoas e isso não significa montar grupos de ginástica, corrida, artes como válvula de escape. O trabalhador não quer escapar de lugar nenhum, ele é livre, não está preso a nada. Prende-se à empresa é por uma mera questão de convenções e não por obrigação. Este trabalhador não vê empecilho em começar de novo, pois confia que seu maior trunfo é o que carrega consigo: o conhecimento, e o levará para qualquer outro lugar que lhe der condições de estimular e aumentar este conhecimento e desenvolver novas habilidades que não necessariamente façam relação ao trabalho que desenvolve no ambiente empresarial.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Força Jovem e Velhas Armas!

Você colocaria sua empresa nas mãos de um “ex-estudante*” com 26 anos?

Se a resposta é NÃO, creio que esteja na hora de rever seu conceito. Poderá nos dizer que o jovem não possua Know-How para gerenciar uma empresa. Porém tudo o que se precisa saber sobre administração está à disposição de qualquer pessoa que possua um dispositivo de acesso à internet.

Os processos administrativos, a história da administração, as ferramentas administrativas, tudo isso está disponível de forma gratuita para qualquer pessoa que se dispuser a navegar pela internet. E se é assim, como fazer a diferença em meio a este mar de informações disponíveis a todas as pessoas? Como chamar a atenção para sua marca ou empresa?

Nossa resposta é: DIVIRTA-SE! Sim, divertir-se é a resposta para o sucesso das empresas.

Estamos vivendo a Geração Y. São indivíduos nascidos em meados dos anos 1980 e que já nasceram sob a perspectiva da facilidade nas comunicações (computadores, rádio, televisão) sendo utilizadas como ferramentas de proximidades entre os pares. Filhos de uma sociedade economicamente próspera, cresceram imersos em estímulos sociais por atividades multitarefa que lhes aumentassem a auto-estima. Acostumados à liberdade, já que seus país não repetiram com estes o padrão de opressão sofrido por gerações anteriores, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por bons salários desde cedo. São extremamente ligados a tecnologias e valores éticos e não à moralidade, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano. Não há mais espaço para que as empresas continuem trabalhando sob o sol dos lucros sem que promovam um crescimento daqueles que estão em suas filas, lutando por elas. Essa impossibilidade não é dita por Diretores e Gerentes, é dito por estes que estão na fila e que também estão na sociedade e que em razão do pensamento libertário que carregam, não vêem diferença entre a vida e os valores sociais e a empresa em que trabalham.

As empresas precisam aprender a incorporar estes valores e essa riqueza em seu patrimônio. Porém essa riqueza é viva e sabe que não deve ficar parada. As empresas que apostarem na relação “Ganha-Perde” perderão mais que apenas um colaborador, funcionário, ou qualquer outro título que convencionou-se chamar os que dela fazem parte, perderão também a única riqueza que cresce independente de sua vontade: a riqueza intelectual. É esta riqueza que move essa nova geração. Ela é a razão de nossa existência.

*o ex-estudante a que nos referimos é Mark Zuckenberg, criador e CEO do Facebook

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estamos voltando ao estado contemplativo em que observar-se toma uma parte importante na compreensão de quem somos nós (identidade pessoal), quem sou eu inserido na sociedade (identidade social) e quem sou eu como ser pensante criador da minha própria história (autoconsciência). Já não podemos esperar que as empresas apostem exclusivamente em seus produtos, em seus processos; é preciso investir nas pessoas e isso não significa montar grupos de ginástica, corrida, artes como válvula de escape. O trabalhador não quer escapar de lugar nenhum, ele é livre, não está preso a nada. Prende-se à empresa por uma mera questão de convenções e não por obrigação. Este trabalhador não vê empecilho em começar de novo, pois confia que seu maior trunfo é o que carrega consigo: o conhecimento, e o levará para qualquer outro lugar que lhe der condições de estimular e aumentar este conhecimento e desenvolver novas habilidades que não necessariamente façam relação ao trabalho que desenvolve no ambiente empresarial.

Com base nas 4 observações abaixo, fazemos a seguinte proposta:

1. O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

É preciso compreender-se para compreender as pessoas com as quais vivemos. Isso nos dará material suficiente para entender que a Lei da Causa-Efeito é uma das principais responsáveis por nos vermos dando voltas ao redor das mesmas situações sempre e com isso quebramos a eterna reclamação: “Por quê isso sempre acontece comigo?” É preciso exercer a consciência.


2. O que for seu desejo, assim será tua vontade.

A falta de determinados objetos concretos ou abstratos nos fazem, sabendo que eles existem em qualquer esfera, querê-los experimentar, o que nem sempre resultará na satisfação positiva deste desejo. Somente entendendo e elencando o que é importante em nossa existência podemos eleger objetos “desejáveis”, ou seja, sobre os quais despenderemos energia mental divagando a cerca dele.

3. O que for tua vontade, assim serão os teus atos.

Vontade é aquilo que nos move em direção a algo. É o que nos tira da inércia de apenas pensar a respeito de algo e põe nossa mente em ação para elaborar os meios de se conseguir alcançar determinado objetivo. Faz com que mudemos certos comportamentos a fim de nos aproximarmos ou nos afastarmos de algo. A vontade é um cálculo mental baseado no desejo principal (o que se quer), somado ao sentimento resultante desta conquista (o que se sente) e baseado nesses dois aspectos traçamos um plano de como conquistar estes objetivos. Vontade está relacionado à consciência humana intelectual.

4. O que for teus atos, assim será o seu destino.

É a movimentação das esferas mentais, intelectuais e físicas, em uma direção definida. É buscar a consecução de um objetivo, não importando se o resultado da ação será a conquista ou não do alvo desta. Para tanto, entendemos que o empirismo, que é a consciência das relações causa-efeito, nos põe em contato com a relação existente entre as ações e seus resultados. Se as ações não forem diferentes em qualquer aspecto ou etapa, os resultados serão sempre idênticos. Destino é o que denominados como sendo o resultado maior de uma série de ações que, relacionadas, levam nossa existência a um fim previsível. Entende-se por destino, a força que leva os seres sem vontade, como uma folha levada por um rio que em não aparecendo algo que lhe interrompa o curso, seguirá com este até onde suas águas forem.

É nosso principal bem e riqueza, o agir. Nenhum outro ser em nosso planeta é capaz de compreender o ambiente em que vive, elaborar formas de melhorar este ambiente e agir de forma a tornar efetivamente real estes desejos de melhoria. Para isso é preciso respeitar a relação que existe entre a sua existência e as demais, sabendo que todos compartilham da mesma essência químico-física e que, portanto, estão irmanados e são interdependentes. Isso é o resgate da ética e é assim que pensamos a administração. É desta forma que a nova sociedade busca viver: crescendo e promovendo o crescimento, com respeito às igualdades e diversidades.