quinta-feira, 22 de julho de 2010

Força Jovem e Velhas Armas!

Você colocaria sua empresa nas mãos de um “ex-estudante*” com 26 anos?

Se a resposta é NÃO, creio que esteja na hora de rever seu conceito. Poderá nos dizer que o jovem não possua Know-How para gerenciar uma empresa. Porém tudo o que se precisa saber sobre administração está à disposição de qualquer pessoa que possua um dispositivo de acesso à internet.

Os processos administrativos, a história da administração, as ferramentas administrativas, tudo isso está disponível de forma gratuita para qualquer pessoa que se dispuser a navegar pela internet. E se é assim, como fazer a diferença em meio a este mar de informações disponíveis a todas as pessoas? Como chamar a atenção para sua marca ou empresa?

Nossa resposta é: DIVIRTA-SE! Sim, divertir-se é a resposta para o sucesso das empresas.

Estamos vivendo a Geração Y. São indivíduos nascidos em meados dos anos 1980 e que já nasceram sob a perspectiva da facilidade nas comunicações (computadores, rádio, televisão) sendo utilizadas como ferramentas de proximidades entre os pares. Filhos de uma sociedade economicamente próspera, cresceram imersos em estímulos sociais por atividades multitarefa que lhes aumentassem a auto-estima. Acostumados à liberdade, já que seus país não repetiram com estes o padrão de opressão sofrido por gerações anteriores, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por bons salários desde cedo. São extremamente ligados a tecnologias e valores éticos e não à moralidade, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano. Não há mais espaço para que as empresas continuem trabalhando sob o sol dos lucros sem que promovam um crescimento daqueles que estão em suas filas, lutando por elas. Essa impossibilidade não é dita por Diretores e Gerentes, é dito por estes que estão na fila e que também estão na sociedade e que em razão do pensamento libertário que carregam, não vêem diferença entre a vida e os valores sociais e a empresa em que trabalham.

As empresas precisam aprender a incorporar estes valores e essa riqueza em seu patrimônio. Porém essa riqueza é viva e sabe que não deve ficar parada. As empresas que apostarem na relação “Ganha-Perde” perderão mais que apenas um colaborador, funcionário, ou qualquer outro título que convencionou-se chamar os que dela fazem parte, perderão também a única riqueza que cresce independente de sua vontade: a riqueza intelectual. É esta riqueza que move essa nova geração. Ela é a razão de nossa existência.

*o ex-estudante a que nos referimos é Mark Zuckenberg, criador e CEO do Facebook

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estamos voltando ao estado contemplativo em que observar-se toma uma parte importante na compreensão de quem somos nós (identidade pessoal), quem sou eu inserido na sociedade (identidade social) e quem sou eu como ser pensante criador da minha própria história (autoconsciência). Já não podemos esperar que as empresas apostem exclusivamente em seus produtos, em seus processos; é preciso investir nas pessoas e isso não significa montar grupos de ginástica, corrida, artes como válvula de escape. O trabalhador não quer escapar de lugar nenhum, ele é livre, não está preso a nada. Prende-se à empresa por uma mera questão de convenções e não por obrigação. Este trabalhador não vê empecilho em começar de novo, pois confia que seu maior trunfo é o que carrega consigo: o conhecimento, e o levará para qualquer outro lugar que lhe der condições de estimular e aumentar este conhecimento e desenvolver novas habilidades que não necessariamente façam relação ao trabalho que desenvolve no ambiente empresarial.

Com base nas 4 observações abaixo, fazemos a seguinte proposta:

1. O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

É preciso compreender-se para compreender as pessoas com as quais vivemos. Isso nos dará material suficiente para entender que a Lei da Causa-Efeito é uma das principais responsáveis por nos vermos dando voltas ao redor das mesmas situações sempre e com isso quebramos a eterna reclamação: “Por quê isso sempre acontece comigo?” É preciso exercer a consciência.


2. O que for seu desejo, assim será tua vontade.

A falta de determinados objetos concretos ou abstratos nos fazem, sabendo que eles existem em qualquer esfera, querê-los experimentar, o que nem sempre resultará na satisfação positiva deste desejo. Somente entendendo e elencando o que é importante em nossa existência podemos eleger objetos “desejáveis”, ou seja, sobre os quais despenderemos energia mental divagando a cerca dele.

3. O que for tua vontade, assim serão os teus atos.

Vontade é aquilo que nos move em direção a algo. É o que nos tira da inércia de apenas pensar a respeito de algo e põe nossa mente em ação para elaborar os meios de se conseguir alcançar determinado objetivo. Faz com que mudemos certos comportamentos a fim de nos aproximarmos ou nos afastarmos de algo. A vontade é um cálculo mental baseado no desejo principal (o que se quer), somado ao sentimento resultante desta conquista (o que se sente) e baseado nesses dois aspectos traçamos um plano de como conquistar estes objetivos. Vontade está relacionado à consciência humana intelectual.

4. O que for teus atos, assim será o seu destino.

É a movimentação das esferas mentais, intelectuais e físicas, em uma direção definida. É buscar a consecução de um objetivo, não importando se o resultado da ação será a conquista ou não do alvo desta. Para tanto, entendemos que o empirismo, que é a consciência das relações causa-efeito, nos põe em contato com a relação existente entre as ações e seus resultados. Se as ações não forem diferentes em qualquer aspecto ou etapa, os resultados serão sempre idênticos. Destino é o que denominados como sendo o resultado maior de uma série de ações que, relacionadas, levam nossa existência a um fim previsível. Entende-se por destino, a força que leva os seres sem vontade, como uma folha levada por um rio que em não aparecendo algo que lhe interrompa o curso, seguirá com este até onde suas águas forem.

É nosso principal bem e riqueza, o agir. Nenhum outro ser em nosso planeta é capaz de compreender o ambiente em que vive, elaborar formas de melhorar este ambiente e agir de forma a tornar efetivamente real estes desejos de melhoria. Para isso é preciso respeitar a relação que existe entre a sua existência e as demais, sabendo que todos compartilham da mesma essência químico-física e que, portanto, estão irmanados e são interdependentes. Isso é o resgate da ética e é assim que pensamos a administração. É desta forma que a nova sociedade busca viver: crescendo e promovendo o crescimento, com respeito às igualdades e diversidades.