Estamos voltando ao estado contemplativo em que observar-se toma uma parte importante na compreensão de quem somos nós (identidade pessoal), quem sou eu inserido na sociedade (identidade social) e quem sou eu como ser pensante criador da minha própria história (autoconsciência). Já não podemos esperar que as empresas apostem exclusivamente em seus produtos, em seus processos; é preciso investir nas pessoas e isso não significa montar grupos de ginástica, corrida, artes como válvula de escape. O trabalhador não quer escapar de lugar nenhum, ele é livre, não está preso a nada. Prende-se à empresa por uma mera questão de convenções e não por obrigação. Este trabalhador não vê empecilho em começar de novo, pois confia que seu maior trunfo é o que carrega consigo: o conhecimento, e o levará para qualquer outro lugar que lhe der condições de estimular e aumentar este conhecimento e desenvolver novas habilidades que não necessariamente façam relação ao trabalho que desenvolve no ambiente empresarial.
Com base nas 4 observações abaixo, fazemos a seguinte proposta:
1. O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
É preciso compreender-se para compreender as pessoas com as quais vivemos. Isso nos dará material suficiente para entender que a Lei da Causa-Efeito é uma das principais responsáveis por nos vermos dando voltas ao redor das mesmas situações sempre e com isso quebramos a eterna reclamação: “Por quê isso sempre acontece comigo?” É preciso exercer a consciência.
2. O que for seu desejo, assim será tua vontade.
A falta de determinados objetos concretos ou abstratos nos fazem, sabendo que eles existem em qualquer esfera, querê-los experimentar, o que nem sempre resultará na satisfação positiva deste desejo. Somente entendendo e elencando o que é importante em nossa existência podemos eleger objetos “desejáveis”, ou seja, sobre os quais despenderemos energia mental divagando a cerca dele.
3. O que for tua vontade, assim serão os teus atos.
Vontade é aquilo que nos move em direção a algo. É o que nos tira da inércia de apenas pensar a respeito de algo e põe nossa mente em ação para elaborar os meios de se conseguir alcançar determinado objetivo. Faz com que mudemos certos comportamentos a fim de nos aproximarmos ou nos afastarmos de algo. A vontade é um cálculo mental baseado no desejo principal (o que se quer), somado ao sentimento resultante desta conquista (o que se sente) e baseado nesses dois aspectos traçamos um plano de como conquistar estes objetivos. Vontade está relacionado à consciência humana intelectual.
4. O que for teus atos, assim será o seu destino.
É a movimentação das esferas mentais, intelectuais e físicas, em uma direção definida. É buscar a consecução de um objetivo, não importando se o resultado da ação será a conquista ou não do alvo desta. Para tanto, entendemos que o empirismo, que é a consciência das relações causa-efeito, nos põe em contato com a relação existente entre as ações e seus resultados. Se as ações não forem diferentes em qualquer aspecto ou etapa, os resultados serão sempre idênticos. Destino é o que denominados como sendo o resultado maior de uma série de ações que, relacionadas, levam nossa existência a um fim previsível. Entende-se por destino, a força que leva os seres sem vontade, como uma folha levada por um rio que em não aparecendo algo que lhe interrompa o curso, seguirá com este até onde suas águas forem.
É nosso principal bem e riqueza, o agir. Nenhum outro ser em nosso planeta é capaz de compreender o ambiente em que vive, elaborar formas de melhorar este ambiente e agir de forma a tornar efetivamente real estes desejos de melhoria. Para isso é preciso respeitar a relação que existe entre a sua existência e as demais, sabendo que todos compartilham da mesma essência químico-física e que, portanto, estão irmanados e são interdependentes. Isso é o resgate da ética e é assim que pensamos a administração. É desta forma que a nova sociedade busca viver: crescendo e promovendo o crescimento, com respeito às igualdades e diversidades.